Masque para um Espelho de Magistrado: Contextualização política e crítico-genética da peça Cómo ha de ser el privado

Autores

  • Karenina do Nascimento Rodrigues Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Resumo

O objetivo central deste trabalho é analisar a figuração de valido presente na peça teatral cortesã Cómo ha de ser el privado. Definimos nosso específico lugar crítico nas abordagens que formaram olhar sobre a peça no campo acadêmico e que a redefiniram como relevante para estudos, bem como as premissas de função-autor das edições impressas que explicam o interesse tardio pela transposição de seu manuscrito. A partir dos elementos da forma genético-trópica ou retórico-poética da peça, construímos um entendimento acerca do sentido e da função específica do tema do valimento na peça, a qual entendemos como formada por poesias cênicas dialogais que dramatizam os mesmos horizontes de expectativas contidos no gênero Espelho de Magistrado. A estrutura da peça sugere uma masque de corte no final, o que interfere no modo como o soberano é figurado, aparecendo como modelo de virtude que cria onisciência sobre a honestidade de seu ouvido mediador, o valido.

Biografia do Autor

Karenina do Nascimento Rodrigues, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Mestra em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 

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Publicado

31.08.2019

Como Citar

Rodrigues, K. do N. (2019). Masque para um Espelho de Magistrado: Contextualização política e crítico-genética da peça Cómo ha de ser el privado. Escrita Da História, (11), 180–203. Recuperado de https://escritadahistoria.com/index.php/reh/article/view/168